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UFJ

Michelly Cristina da Silva

REFERÊNCIA: Silva, Michelly Cristina da. Arborização urbana de quatro cidades do leste de Mato Grosso do Sul [manuscrito] / Michelly Cristina da Silva. - 2013. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Goiás, Campus Jataí, 2013.
AUTOR: Michelly Cristina da Silva
TÍTULO: ARBORIZAÇÃO URBANA DE QUATRO CIDADES DO LESTE DE MATO GROSSO DO SUL.
ORIENTADOR: Prof. Dr. Frederico Augusto Guimarães Guilherme.
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: Análise Ambiental.
LINHA DE PESQUISA: 
DATA DE APROVAÇÃO: 12/03/2013

 

Resumo:

Com o objetivo de avaliar comparativamente a qualidade e quantidade das espécies arbóreas plantadas nos municípios de Mato Grosso do Sul (MS): Cassilândia (CA) e Paranaíba (PA), com menor Produto Interno Bruto (PIB); Chapadão do Sul (CH) e Costa Rica (CO), com maior PIB, foi realizado um levantamento das espécies arbóreas presentes em 30 quadras de cada cidade. Os indivíduos arbóreos foram identificados e registradas informações como: fitossanidade; local do plantio; poda; árvores sob rede elétrica; porte arbóreo; posição na calçada; origem; condição externa da raiz e existência de calçamento. Foram calculados o índice de diversidade Shannon e o índice de equabilidade de Pielou. Para analisar a similaridade florística e estrutural, foram empregados os índices de Jaccard e de Morisita. Foram encontrados 3180 indivíduos, pertencentes a 100 espécies de 40 famílias, sendo que CA, CH, CO e PA apresentaram, respectivamente, 838, 1130, 657 e 555 indivíduos. O índice de Shannon total foi de 2,08. O índice de Jaccard foi de 45%; as cidades com maior PIB e as com menor PIB foram mais semelhantes entre si. O índice de similaridade de Morisita mostrou similaridade estrutural entre as cidades, variando entre 0,82 e 0,99. As cidades com maior PIB tiveram um número de árvores acima e abaixo do esperado no meio-fio e no centro da calçada, respectivamente. Já as cidades com menor PIB mostraram resultados opostos. Pelo teste de ANOVA, CA, CH e PA foram diferentes entre si; CH apresentou um número médio de árvores significativamente maior e PA, um número menor. As cidades com maior PIB tiveram um número de árvores acima do esperado para os indivíduos sem nenhum tipo de conflito com as calçadas e abaixo do esperado para aqueles que apresentaram conflito. Já as cidades com menor PIB mostraram resultados opostos. Com relação à origem, as cidades com maior PIB tiveram um número de indivíduos exóticos acima do esperado, nativas do Brasil menor que o esperado; já as nativas do Cerrado tiveram um número maior que o esperado. As cidades com menor PIB mostraram resultados contrários. A espécie mais abundante foi Licania tomentosa (oiti), totalizando 1879 indivíduos (59%), representando em CA, CH, CO e PA, 85%, 36%, 57% e 66%, respectivamente. Espécies exóticas totalizaram 68%, enquanto 22% são nativas do Brasil e 4% são nativas do cerrado. Dos 3180 indivíduos encontrados: 80% foram plantadas em frente às residências, 14% em outros locais, como igrejas, escolas, creches, consultórios, entre outros e 6% em frente a estabelecimentos comerciais. Quanto à fitossanidade, 81% do total encontravam-se em boas condições, 17% em condições satisfatórias e 2% em condições ruins; 44% encontram-se livre e 56% estão sob a fiação elétrica, dos quais 10% apresentaram conflito. Quanto à poda, 75,4% das árvores amostradas apresentaram poda correta, 9,5% incorreta, 12% inexistente e 2,6% radical. As cidades com maior PIB apresentaram maior riqueza do que as com menor PIB, e uma maior adequação em vários aspectos. Além disso, há um uso excessivo de espécies exóticas e espécies não apropriadas, em virtude do porte elevado.

 

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