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UFJ

Andreia Medeiros de Lima

REFERÊNCIA: Lima, Andreia Medeiros de. Relação clima e vegetação na área das bacias das usinas hidrelétricas de Barra dos Coqueiros e Caçu-GO [manuscrito] / Andreia Medeiros de Lima. - 2013. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Goiás, Campus Jataí, 2013.
AUTOR: Andreia Medeiros de Lima
TÍTULO: RELAÇÃO CLIMA E VEGETAÇÃO NA ÁREA DAS BACIAS DAS USINAS HIDRELÉTRICAS DE BARRA DOS COQUEIROS E CAÇU-GO.
ORIENTADOR: Profª. Drª. Zilda de Fátima Mariano
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: Organização do Espaço nos Domínios do Cerrado Brasileiro.
LINHA DE PESQUISA: Análise Ambiental
DATA DE APROVAÇÃO: 14/03/2013

 

Resumo:

O objetivo da pesquisa foi analisar as chuvas em escala regional e comparar a temperatura, a umidade relativa do ar e a chuva em escala local em pontos fora das Florestas Estacionais Semideciduais (FES) e no interior das FES, na área das bacias das Usinas Hidrelétricas (UHEs) de Barra dos Coqueiros e Caçu, no baixo curso do rio Claro, nos municípios de Cachoeira Alta e Caçu no Estado de Goiás. Os dados de chuva foram obtidos de quatro estações pluviométricas da Agência Nacional das Águas (ANA), (Cachoeira Alta, Itarumã, Quirinópolis e Pombal) entre 1977 a 2011 e do experimento em pontos fora das Florestas Estacionais Semideciduais (FES), com mensuração de temperatura e umidade relativa do ar e chuvas e no interior das FES com temperatura e umidade relativa do ar de setembro de 2011 a setembro de 2012. Os procedimentos metodológicos foram realizados nas escalas regional, local e microclimática, com cálculo dos anos padrão, cálculos estatísticos, análise do uso da terra, exposição das vertentes e comparação dos elementos climáticos entre os pontos fora e interior das FES, partindo de um ponto de referência. Na escala regional, em 35 anos das médias das quatro estações, identificaram-se que 66% foram anos padrão chuvosos, tendentes a chuvosos e habituais; a variabilidade espacial das chuvas apresentou maior concentração a noroeste e sudoeste das bacias e a tendência climática indicou tendência de acréscimo nas estações de Cachoeira Alta e Pombal e decréscimo em Itarumã e Quirinópolis. Na escala local, em relação ao uso do solo, da área total de 965 km2 das duas bacias, verificou-se que a maior mudança ocorreu pelo aumento da área ocupada por água, em 2009 era de 0,6% e em 2011 passa a ocupar 7,4%, o que representou um aumento de 1200%, com perda de vegetação nativa e habitat. Em relação a temperatura e umidade relativa do ar, no ponto de referência fora da FES (P1) ocorreram diferenças na temperatura máxima absoluta de 10,6 °C e na mínima absoluta de 7,8 °C; a umidade relativa máxima absoluta teve diferenças menores de 1% e na mínima absoluta diferenças de 8%; em relação às chuvas, a maior diferença foi de 927 mm. No ponto de referência no interior da FES (P15), a maior diferença na temperatura máxima absoluta foi de 10,5 °C e a mínima 2,4 °C; a umidade relativa do ar máxima absoluta foi 3% e a mínima de 8%. Na escala microclimática, os pontos fora das FES, principalmente os voltados para as vertentes: norte, nordeste, oeste, noroeste e sudoeste, as quais recebem maior insolação, apresentaram temperaturas máximas maiores entre 52,7 a 46,9 °C, enquanto os pontos localizados no interior das FES, independente da exposição das vertentes, tiveram a temperatura máxima absoluta entre 36,7 a 47,2 °C e a mínima absoluta entre 3,8 a 6,5 °C. Assim, os pontos no interior das FES apresentaram efeito atenuador no microclima, sendo que as temperaturas máximas absolutas e a amplitude térmica foram menores e as mínimas absolutas e umidade relativa do ar foram elevadas.

 

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