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UFJ

Vanito Viriato Marcelino Frei

REFERÊNCIA: Frei, Vanito Viriato Marcelino. A produção de caju e a dinâmica socioespacial no distrito de Angoche, Nampula - Moçambique [manuscrito] / Vanito Viriato Marcelino Frei. - 2013. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Goiás, Campus Jataí, Programa de Pós-Graduação em Geografia, 2013.
AUTOR: Vanito Viriato Marcelino Frei
TÍTULO: A PRODUÇÃO DE CAJU E A DINÂMICA SOCIOESPACIAL NO DISTRITO DE ANGOCHE, NAMPULA – MOÇAMBIQUE.
ORIENTADOR: Prof. Dr. Dimas Moraes Peixinho.
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: Organização do espaço nos domínios do Cerrado brasileiro.
LINHA DE PESQUISA: Organização e gestão do espaço rural e urbano do cerrado brasileiro.
DATA DE APROVAÇÃO: 01/03/2013

 

Resumo:

Esse trabalho que se define como pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, é fruto de revisão bibliográfica e documental e de sistematização de dados coletados no campo, sendo que a evidência dos resultados apresentados baseou-se numa amostra de 60 agregados familiares (AF) selecionados no distrito de Angoche (DA). O trabalho fornece informações sobre o processo histórico da organização da produção de caju (Anacardium occidentale, L) em Moçambique e sua relação com a organização do espaço produtivo local, particularmente do DA. Desse modo, o trabalho tem como objetivo geral analisar a dinâmica socioespacial no DA, pela compreensão, da constituição e organização do processo de produção da castanha de caju. Em termos específicos, o trabalho visa: 1) caracterizar e analisar a organização socioespacial da produção de caju, nos diferentes estágios da história de Moçambique, 2) examinar as políticas traçadas no âmbito do desenvolvimento do setor de caju e os impactos sobre a organização socioespacial da produção, 3) analisar como as transformações socioespaciais desencadeadas pela produção de caju em Angoche, participam na sua conformação espacial. Visando atingir esses objetivos, o trabalho empreendeu esforço no sentido de responder as seguintes questões: 1) qual é a importância do caju na organização socioespacial de Angoche? 2) como a cultura do caju participa na conformação e na dinâmica socioespacial de Angoche? Os resultados da pesquisa apontam para um aumento no volume de castanha de caju produzida pelos AF no DA, como resultado das políticas do Instituto de Fomento do Caju (INCAJU) que investe em iniciativas de revitalização do parque cajuícola nacional, mediante o repovoamento e o manejo integrado do cajueiro, com impacto no aumento da área plantada com caju. Desse modo, constatou-se que em Angoche a cultura do caju é explorada na quase totalidade em regime de sequeiro e em consorciação com culturas básicas alimentares. Constatou-se ainda que mesmo em regime de consorciação, a cultura de caju em Angoche, está alterando e/ou extinguindo antigas formas de organização do espaço produtivo local e, criando ao mesmo tempo, novas formas de produzir no campo. Esta constatação se justifica pelo fato de os pequenos produtores de caju se encontrarem a plantar cada vez mais cajueiros, quer pela maximização das terras destinadas ao cultivo de culturas alimentares, quer pela expansão e/ou agregação de novas áreas de cultivo e a introdução de novas tecnologias de produção. No que se refere a sua estrutura, o trabalho encontra-se dividido em duas partes: num primeiro momento, buscou-se analisar a organização socioespacial da produção de caju em Moçambique e as políticas concebidas para o desenvolvimento do setor desde a época colonial, passando pelo período pós-independência e da guerra civil até o ano de 2011. Num segundo momento, são apresentados os resultados empíricos da pesquisa, com os quais se analisa a dinâmica socioespacial do DA desencadeada pela cultura do caju.

 

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